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Dra. Caroline Maroso – Gastroenterologista em Passo Fundo – RS

A gordura no fígado, chamada de esteatose hepática, é cada vez mais comum e, na maioria das vezes, não causa sintomas.

Muitas pessoas só descobrem a condição em exames de rotina, sem imaginar os riscos envolvidos.

Ilustração médica do fígado em destaque na cor laranja, localizado no abdômen superior, acima do estômago e dos intestinos.
A gordura no fígado, chamada de esteatose hepática, na maioria das vezes, não causa sintomas.

O acúmulo de gordura nas células do fígado pode parecer inofensivo no início, mas, se não tratado, pode evoluir para inflamação, fibrose, cirrose e até câncer.

Por isso, identificar precocemente é essencial para evitar complicações e proteger a saúde.

Receber esse diagnóstico pode gerar dúvidas e preocupações, mas há uma boa notícia: a esteatose hepática pode ser revertida com o acompanhamento adequado e mudanças no estilo de vida.

Qual é o médico que trata gordura no fígado?

O profissional indicado para tratar gordura no fígado (esteatose hepática) é o gastroenterologista.

Esse especialista avalia não apenas o fígado, mas todo o sistema digestivo, identificando as causas do acúmulo de gordura e orientando o melhor tratamento para cada paciente.

Médica especialista em gastroenterologia, Dra. Caroline Maroso, posando com profissionalismo.
A Dra. Caroline Maroso , é médica gastroenterologista com mais de 10 anos de experiência.

A Dra. Caroline Maroso , é médica gastroenterologista com mais de 10 anos de experiência.

Seu  trabalho é voltado para o diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças do aparelho digestivo, incluindo a gordura no fígado.

No consultório, busca compreender cada paciente de forma integral, levando em conta sintomas, histórico de saúde e estilo de vida, para propor um plano de cuidado individualizado e eficaz.

O acompanhamento adequado faz toda a diferença para reverter a esteatose hepática e proteger o fígado de complicações futuras, como inflamação, fibrose ou cirrose.

Por isso, se você recebeu esse diagnóstico, procure a Dra. Caroline Maroso,  gastroenterologista de confiança para iniciar o quanto antes sua jornada de recuperação.

Veja o que os paciente dizem sobre a Dra. Caroline Maroso :


O que é esteatose hepática (gordura no fígado)?

O fígado é como uma verdadeira “fábrica” do nosso corpo. Ele filtra o sangue, auxilia na digestão, armazena energia e realiza funções essenciais para a saúde.

É normal que exista uma pequena quantidade de gordura nesse órgão, mas quando esse acúmulo ultrapassa 5% do peso do fígado, temos um quadro chamado esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado.

Ilustração médica de um fígado humano afetado por acúmulo excessivo de gordura, representando a condição conhecida como gordura no fígado. A imagem mostra um fígado em tons alaranjados e avermelhados com numerosas bolhas ou glóbulos amarelos brilhantes espalhados por toda a sua superfície, simbolizando depósitos de gordura. Vasos sanguíneos são visíveis abaixo do fígado, com um fundo em tons claros que destacam o órgão.
Esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado.

Esse é um dos problemas hepáticos mais comuns no mundo e, muitas vezes, é descoberto por acaso em um exame de ultrassom de rotina.

Importante destacar: ter gordura no fígado não significa necessariamente que a pessoa consome álcool em excesso.

Hoje, a causa mais frequente está relacionada a fatores como má alimentação, sedentarismo, obesidade, diabetes e colesterol alto.

Mesmo quando não provoca sintomas, a gordura no fígado deve ser levada a sério.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico adequado são fundamentais para evitar que a doença evolua silenciosamente.

Quais são os sintomas da gordura no fígado?

A resposta pode surpreender: na maioria dos casos, a esteatose hepática é uma condição silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas nas fases iniciais.

Muitas vezes, o diagnóstico acontece por acaso, em exames de rotina como a ultrassonografia abdominal.

No entanto, quando a gordura no fígado começa a evoluir para quadros mais graves, como a esteato-hepatite ou até mesmo a fibrose hepática, alguns sinais podem aparecer.

Os principais sintomas da gordura no fígado incluem:

  • Cansaço excessivo ou fraqueza constante;
  • Dor ou desconforto na parte superior direita do abdômen;
  • Perda de apetite e emagrecimento sem causa aparente;
  • Inchaço abdominal (ascite) e, em casos mais avançados, inchaço nas pernas;
  • Amarelamento da pele e dos olhos (icterícia).

É importante entender que esperar pelos sintomas pode ser perigoso, já que eles costumam surgir apenas em fases avançadas da doença hepática gordurosa.

O que Causa o Acúmulo de Gordura no Fígado?

Apesar de muitas pessoas associarem a doença apenas ao consumo de álcool, a realidade é que, hoje, a principal causa da esteatose hepática está ligada ao estilo de vida e a condições metabólicas.

Esse quadro era conhecido como Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica , um termo que agora foi substituído por  Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica. 

Infográfico sobre a Síndrome Metabólica. A imagem mostra uma figura humana com excesso de peso, com ícones representando várias condições associadas à síndrome. Os ícones incluem: um coração representando cardiopatia, um gráfico de colesterol para dislipidemia, um coração com um estetoscópio para hipertensão, um dedo apontando para diabetes tipo 2, um cérebro para demência, uma planta para câncer, o símbolo feminino para síndrome do ovário policístico e um fígado com gordura para doença gordurosa não alcoólica do fígado. O título "Síndrome Metabólica" está no topo da imagem.
A síndrome metabólica está ligada a várias complicações, entre elas a gordura no fígado.

Quando o corpo recebe mais calorias do que consegue gastar, o fígado começa a armazenar em forma de gordura,  iniciando o processo da esteatose.

Entre as principais causas e fatores de risco da esteatose hepática, estão:

  • Sobrepeso e obesidade: principalmente o acúmulo de gordura abdominal;
  • Diabetes tipo 2 e resistência à insulina: dificultam o uso adequado da glicose pelo corpo;
  • Colesterol e triglicerídeos altos (dislipidemia): favorecem o depósito de gordura hepática;
  • Hipertensão arterial (pressão alta): geralmente associada à síndrome metabólica;
  • Consumo excessivo de álcool: responsável pela esteatose alcoólica, um tipo comum e perigoso;
  • Sedentarismo: a falta de atividade física reduz o gasto calórico;
  • Dieta rica em açúcares e gorduras saturadas: excesso de ultraprocessados, frituras e bebidas açucaradas.

Muitas vezes, esses fatores aparecem juntos, formando a chamada Síndrome Metabólica.

Essa síndrome aumenta ainda mais o risco da gordura no fígado evoluir para estágios graves, como esteato-hepatite, fibrose e cirrose.

Entender as causas da esteatose hepática é o primeiro passo para prevenir complicações e adotar hábitos mais saudáveis.

Quais são os Graus da Esteatose Hepática?

É muito comum que, ao receber o resultado de uma ultrassonografia, você se depare com uma classificação como “esteatose hepática grau 1, 2 ou 3”. Essa graduação, baseada nas imagens do ultrassom, refere-se à quantidade de gordura acumulada e à aparência do fígado no exame:

• Grau 1 (Leve): Representa um acúmulo discreto de gordura. O fígado começa a parecer mais “brilhante” que o normal no ultrassom.

• Grau 2 (Moderado): O acúmulo de gordura é mais evidente. Além do brilho, o exame já mostra certa dificuldade em visualizar as estruturas internas do fígado, como os vasos sanguíneos.

• Grau 3 (Acentuado): O acúmulo de gordura é intenso. O fígado fica tão brilhante no ultrassom que a visualização das suas partes mais profundas e de órgãos vizinhos fica bastante prejudicada.

O que é mais importante saber sobre os graus?

Embora essa classificação seja útil para quantificar a gordura, é fundamental entender que o grau da esteatose não indica a gravidade da doença. Ou seja, ter grau 3 não significa necessariamente que seu fígado está mais doente ou inflamado do que alguém com grau 1.

O verdadeiro fator de risco, como vimos, não é a quantidade de gordura, mas sim a presença de inflamação (esteato-hepatite) e cicatrização (fibrose). Um paciente pode ter esteatose grau 1 com inflamação, enquanto outro pode ter grau 3 sem nenhuma inflamação associada.

Por isso, o grau da esteatose funciona como um sinal de alerta inicial. A partir dessa informação, o passo mais importante, é investigar a saúde do fígado de forma mais aprofundada para avaliar o que realmente importa: o risco de progressão da doença.

Gordura no Fígado é Perigoso? Quais são os Riscos?

Muitas vezes, por ser uma condição silenciosa, surge a dúvida: ter gordura no fígado é realmente perigoso? A resposta é: depende do estágio e da evolução.

O acúmulo de gordura por si só, chamado de esteatose hepática simples, é o primeiro sinal de alerta.

Embora nesse estágio o fígado ainda funcione normalmente, o verdadeiro risco está naquilo que pode acontecer a seguir se a causa do problema não for tratada.

O grande perigo é a progressão para a esteato-hepatite não alcoólica (EHNA).

Ilustração mostrando a evolução do fígado: normal, esteatose, fibrose, cirrose e câncer.

Esse nome complicado significa que, além da gordura, as células do seu fígado agora estão inflamadas e danificadas. É essa inflamação crônica que abre as portas para complicações mais graves.

Quando o fígado tenta se curar dessa agressão contínua, ele pode começar a produzir tecido de cicatrização. Esse processo é chamado de fibrose. Com o tempo, o acúmulo de cicatrizes pode levar a dois desfechos graves:

1. Cirrose Hepática: A fibrose se torna tão extensa que a arquitetura do fígado é alterada, e ele começa a perder sua capacidade de funcionar.

A cirrose aumenta significativamente o risco de complicações como acúmulo de líquido no abdômen (ascite), confusão mental e sangramentos.

2. Câncer de Fígado (Hepatocarcinoma): A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica é hoje uma das principais causas de câncer de fígado, mesmo em pacientes que ainda não desenvolveram cirrose.

Portanto, encarar a gordura no fígado não como uma condição isolada, mas como o ponto de partida de uma jornada que pode levar a doenças graves, é o passo mais importante para proteger sua saúde a longo prazo.

Como é Feito o Diagnóstico e Avaliada a Gravidade?

O diagnóstico da gordura no fígado geralmente começa de forma inesperada, como um achado em um exame de rotina. O processo para diagnosticar e, mais importante, para entender a gravidade da doença, segue alguns passos bem definidos:

1. Exames de Sangue

O primeiro passo costuma ser a análise de exames de sangue para avaliar a função e inflamação do fígado e possíveis causas da esteatose hepática .

2. Exames de Imagem

Imagem mostrando um exame de ultrassonografia sendo realizado
O exame de imagem mais comum é a ultrassonografia de abdômen.

Para confirmar a presença de gordura, utilizamos exames de imagem.

O mais comum é a ultrassonografia de abdômen, um método simples e acessível que consegue identificar a esteatose de forma eficaz, especialmente quando ela afeta mais de 30% das células hepáticas.

Outros exames, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, também podem ser utilizados.

3. Avaliação da Fibrose 

Uma vez confirmada a gordura, o ponto mais crucial é descobrir se já existe inflamação (esteato-hepatite) ou cicatrização (fibrose). Felizmente, hoje temos métodos não invasivos para fazer essa avaliação, evitando a necessidade de uma biópsia na maioria dos casos. Para isso, combinamos duas abordagens:

  • Escores Sanguíneos: Utilizamos cálculos baseados em dados simples do paciente ,para gerar escores validados, como o FIB-4.
  • Elastografia Hepática: Este é um exame moderno, semelhante a um ultrassom, que mede a “dureza” ou rigidez do fígado. Um fígado com mais fibrose é mais rígido. A elastografia é uma ferramenta fantástica para quantificar o grau de cicatrização de forma rápida e indolor.
  • A biópsia hepática, que é a retirada de um pequeno fragmento do fígado para análise, ainda é o padrão-ouro, mas hoje a reservamos para casos específicos em que os outros exames não são conclusivos

Juntando todas essas informações — histórico do paciente, exames de sangue, imagem e avaliação da fibrose —, conseguimos ter um mapa completo da saúde do seu fígado e definir o melhor caminho para o tratamento.

Tratamento da gordura no fígado (esteatose hepática)

A boa notícia é que a gordura no fígado tem tratamento e, na maioria dos casos, pode regredir com o acompanhamento adequado. O fígado possui uma grande capacidade de se regenerar, e a base da recuperação está nas mudanças de estilo de vida, que representam o tratamento mais eficaz.

Como tratar gordura no fígado ?

O primeiro passo para reverter a esteatose hepática é adotar hábitos que reduzam o excesso de gordura no organismo:

  • Perda de peso gradual e sustentada: estudos mostram que perder de 7 a 10% do peso corporal é suficiente para reduzir a gordura no fígado, diminuir a inflamação e até reverter lesões iniciais.
  • Alimentação para esteatose hepática: a chamada “dieta para gordura no fígado” deve priorizar alimentos naturais. Inclua frutas, verduras, legumes, grãos integrais, proteínas magras (frango, peixe, leguminosas) e gorduras boas (azeite de oliva, castanhas, abacate). É fundamental evitar açúcares refinados, bebidas adoçadas, frituras, fast-food e ultraprocessados.
  • Exercícios físicos para reduzir gordura no fígado: praticar ao menos 150 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhada rápida, bicicleta, corrida leve ou musculação. O exercício melhora a sensibilidade à insulina, ajuda na perda de peso e protege o fígado.
  • Evitar bebidas alcoólicas: mesmo pequenas quantidades de álcool podem acelerar a progressão da doença, por isso a recomendação é interromper o consumo.

Controle de doenças associadas

Muitos pacientes com esteatose hepática também apresentam diabetes, obesidade, colesterol alto ou hipertensão. O controle rigoroso dessas condições faz parte do tratamento para proteger o fígado e evitar complicações.

Medicamentos para esteatose hepática: quando são indicados?

Hoje não existe uma pílula capaz de “curar” a gordura no fígado. No entanto, em casos selecionados, o médico pode indicar algumas classes de medicamentos que ajudam a controlar o quadro:

  • Medicamentos para resistência à insulina e diabetes, que melhoram a inflamação hepática.
  • Antioxidantes, em perfis específicos de pacientes sem diabetes.
  • Novas terapias para gordura no fígado, já aprovadas em alguns países, que podem ser utilizadas em pacientes com inflamação confirmada e fibrose mais avançada — sempre como complemento à dieta e ao exercício.

A importância do acompanhamento médico

O tratamento da gordura no fígado é uma jornada de mudança de estilo de vida.

O papel do gastroenterologista é orientar cada etapa, indicar os exames necessários, avaliar riscos e acompanhar os resultados.

Com acompanhamento regular e disciplina, é possível tratar a esteatose hepática naturalmente, reduzir os riscos de complicações e recuperar a saúde do fígado a longo prazo.

Perguntas Frequentes sobre Gordura no Fígado

1. Quem é magro pode ter esteatose hepática?

Sim. Embora a obesidade seja o principal fator de risco, pessoas magras também podem desenvolver gordura no fígado. Isso pode ocorrer por fatores genéticos, uma dieta rica em açúcares e ultra processados mesmo sem ganho de peso aparente, ou outras condições metabólicas. A avaliação médica individualizada é sempre necessária.

2. Beber café ajuda a tratar a gordura no fígado?

Alguns estudos sugerem que o consumo regular de café (sem açúcar) pode ter um efeito protetor sobre o fígado, ajudando a reduzir o risco de progressão da fibrose. No entanto, o café não é um “tratamento” e não substitui as mudanças fundamentais no estilo de vida, como a perda de peso e a prática de exercícios, que são os pilares da recuperação.

3. Depois de revertido, o quadro de gordura no fígado pode voltar?

Sim, pode voltar. A esteatose hepática está diretamente ligada ao estilo de vida. Se os hábitos que levaram ao acúmulo de gordura (dieta inadequada, sedentarismo) forem retomados, a condição pode se instalar novamente. Por isso, o foco é em uma mudança de hábitos sustentável e a longo prazo, não em uma “dieta” temporária.

4. Preciso parar de beber álcool completamente se tenho gordura no fígado?

A recomendação geral é que pessoas com qualquer grau de doença hepática, incluindo a esteatose, abstenham-se do consumo de álcool. O álcool é uma substância tóxica para o fígado e adiciona mais um fator de agressão a um órgão que já está sobrecarregado. Além disso, bebidas alcoólicas são calóricas e podem dificultar a perda de peso.

5. A gordura no fígado pode afetar o efeito de outros medicamentos?

Sim, essa é uma preocupação válida. O fígado é responsável por metabolizar (processar) a maioria dos medicamentos que tomamos. Em estágios avançados, como na cirrose, a capacidade do fígado de processar essas substâncias pode diminuir, o que pode alterar o efeito dos remédios. Por isso, é fundamental que seu médico saiba de todas as medicações que você usa.

Agende uma consulta com a Dra. Caroline Maroso e proteja seu fígado!