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Dra. Caroline Maroso – Gastroenterologista em Passo Fundo – RS

A constipação intestinal, popularmente conhecida como intestino preso, é uma das queixas digestivas mais comuns na população. Estima-se que até 20% das pessoas apresentem sintomas em algum momento da vida.

Muitas pessoas pesquisam na internet “constipação intestinal o que fazer” quando passam alguns dias sem evacuar. No entanto, a constipação não se resume apenas ao número de evacuações.

ilustração médica mostrando constipação intestinal
A constipação intestinal, popularmente conhecida como intestino preso, é uma das queixas digestivas mais comuns na população

Ela pode envolver dificuldade para evacuar, fezes endurecidas, sensação de evacuação incompleta ou necessidade de esforço excessivo.

Considera-se constipação quando os sintomas persistem por várias semanas ou meses e passam a impactar a qualidade de vida.

Dra. Caroline Maroso — Médica gastroenterologista especialista em intestino preso

Sou médica gastroenterologista dedicada ao diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças do aparelho digestivo.

Minha formação médica começou na Universidade de Passo Fundo, onde concluí a graduação em medicina. Após a formação, realizei residência médica em Clínica Médica e posteriormente em Gastroenterologia, áreas que me permitiram desenvolver uma visão ampla e aprofundada das doenças gastrointestinais.

Também possuo treinamento em endoscopia digestiva alta e colonoscopia, exames fundamentais para a investigação e diagnóstico de diversas doenças do trato digestivo.

imagem da Dra Caroline Maroso em seu consultório, sorrindo
Dra. Caroline Maroso possui mais de 10 anos de experiência na área da gastroenterologia.

Com mais de 10 anos de experiência na área, meu trabalho é focado em compreender os sintomas de cada paciente de forma individualizada, investigando cuidadosamente as causas dos problemas digestivos e definindo o tratamento mais adequado.

Acredito que uma boa consulta médica começa com escuta atenta, empatia e investigação detalhada. Durante o atendimento, procuro entender não apenas os sintomas, mas também o histórico de saúde, hábitos de vida e fatores que podem influenciar o funcionamento do sistema digestivo.

Meu objetivo é ajudar cada paciente a entender melhor o seu corpo, identificar a causa dos sintomas e recuperar sua qualidade de vida com um tratamento seguro e baseado em evidências científicas.

Veja o que os paciente falam da Dra. Caroline Maroso:

O que é constipação intestinal

A constipação intestinal é caracterizada por alteração no funcionamento do intestino.

Muitas pessoas perguntam: quantos dias sem evacuar é considerado prisão de ventre?

De forma geral, considera-se constipação quando ocorre:

  1. Menos de três evacuações por semana
  2. Fezes endurecidas ou ressecadas
  3. Esforço excessivo para evacuar
  4. Sensação de evacuação incompleta
  5. Sensação de bloqueio anal

Para facilitar a comunicação com o paciente, pode-se usar a Escala de Bristol das fezes.

Ela serve como uma linguagem universal entre médicos e pacientes para descrever, de forma objetiva, a consistência e a forma das fezes.

Infográfico da Escala de Bristol das Fezes em português. A imagem apresenta sete tipos de fezes numerados de 1 a 7, com ilustrações minimalistas em tons de verde e bege. O Tipo 1 mostra bolinhas duras (constipação severa), o Tipo 4 mostra formato de salsicha lisa e macia (ideal) e o Tipo 7 mostra fezes totalmente líquidas (diarreia). O design é limpo, profissional e voltado para educação em saúde digestiva
Sete tipos de fezes, tipo 1 e 2 são os mais encontrados em paciente com constipação

Entendendo os 7 Tipos de Fezes

A escala é dividida de 1 a 7, onde os extremos indicam problemas e o centro indica normalidade.

  • Tipo 1: Bolinhas duras e separadas (como nozes)
    • O que significa: Indica constipação severa. As fezes passaram muito tempo no cólon, perdendo excessivamente água. São difíceis e dolorosas de evacuar.
  • Tipo 2: Formato de salsicha, mas encaroçado
    • O que significa: Indica constipação leve. Sugere que o trânsito intestinal está lento e que o paciente pode precisar de mais hidratação e fibras.
  • Tipo 3: Formato de salsicha com rachaduras na superfície
    • O que significa: É considerado um padrão normal, tendendo à constipação. As rachaduras indicam que ainda há uma leve falta de hidratação.
  • Tipo 4: Formato de salsicha ou cobra, lisa e macia
    • O que significa: O ideal. Indica um trânsito intestinal saudável, boa hidratação e equilíbrio de fibras. É a forma mais fácil de evacuar.
  • Tipo 5: Pedaços macios com bordas bem definidas
    • O que significa: Também considerado normal, especialmente se a pessoa evacua várias vezes ao dia. Indica que o trânsito está ligeiramente mais rápido.
  • Tipo 6: Pedaços pastosos com bordas irregulares (floculadas)
    • O que significa: Trânsito muito rápido. Pode ser um sinal de urgência para ir ao banheiro ou início de diarreia.
  • Tipo 7: Totalmente líquido, sem partes sólidas
    • O que significa: Diarreia. O conteúdo passou tão rápido pelo intestino que o corpo não conseguiu absorver água nenhuma.

Sintomas de constipação intestinal crônica

Os sintomas de constipação intestinal crônica podem variar de pessoa para pessoa.

Os sinais mais comuns incluem:

• evacuações pouco frequentes
• fezes endurecidas
• distensão abdominal
• desconforto abdominal
• sensação de evacuação incompleta

Em alguns casos o paciente pode apresentar também:

  1. dor abdominal
  2. sensação de peso abdominal
  3. necessidade de esforço para evacuar
  4. sensação de obstrução no reto

Tipos de constipação intestinal

A constipação não é igual para todas as pessoas.

Existem diferentes tipos, e entender isso é essencial para o tratamento correto.

1. Constipação funcional

É o tipo mais comum.

Não há alteração estrutural no intestino.

Está geralmente associada a:

  • alimentação pobre em fibras
  • baixa ingestão de água
  • sedentarismo
  • rotina irregular

2. Constipação por trânsito intestinal lento

Nesse tipo, o intestino funciona mais devagar.

As fezes permanecem mais tempo no intestino e ficam ressecadas.

Os sintomas incluem:

  • evacuações muito espaçadas
  • fezes endurecidas
  • distensão abdominal

3. Constipação por dificuldade evacuatória

Nesse caso, o problema ocorre na hora de evacuar.

Os músculos do assoalho pélvico não funcionam corretamente.

Os sintomas incluem:

  • dificuldade para eliminar as fezes
  • necessidade de esforço excessivo
  • sensação de bloqueio
  • evacuação incompleta

Causas da constipação intestinal

A constipação pode ter várias causas.

Entre as mais comuns estão:

  • dieta pobre em fibras
  • baixa ingestão de líquidos
  • sedentarismo
  • uso de alguns medicamentos
  • alterações hormonais
  • síndrome do intestino irritável

Em alguns casos, pode estar associada a doenças mais importantes.

Por isso, a avaliação médica é essencial.

Como é feita a investigação da constipação

A investigação começa com uma avaliação clínica detalhada.

O médico analisa:

  • frequência das evacuações
  • consistência das fezes
  • hábitos alimentares
  • uso de medicamentos
  • sintomas associados
Gastroenterologista segurando uma ilustração digital do sistema digestivo humano, destacando  intestinos, em ambiente clínico
O diagnóstico de constipação é feito com avaliação clínica minuciosa. Quando necessário exames são solicitados.

Quando necessário, podem ser solicitados exames como:

  • exames laboratoriais
  • colonoscopia
  • exames de motilidade intestinal

A investigação é importante principalmente quando há sinais de alerta.

Como tratar constipação intestinal naturalmente

Muitas pessoas procuram saber como tratar constipação intestinal naturalmente.

Infográfico médico dividido em quatro quadros ilustrando hábitos para saúde intestinal: 1) Alimentos ricos em fibras como mamão, brócolis, aveia e sementes; 2) Hidratação com jarra e copo de água; 3) Prática de atividade física representada por uma mulher caminhando ao ar livre; 4) Uma mulher sentada no vaso sanitário em um ambiente de banheiro limpo e tranquilo, simbolizando a rotina intestinal saudável. Cores em tons de verde-água e bege
Medidas para melhora do intestino preso.

Medidas simples incluem:

  • aumento da ingestão de fibras
  • hidratação adequada
  • prática de atividade física
  • rotina para evacuar
  • evitar segurar evacuação

Essas medidas são a base do tratamento.

Dieta para quem tem intestino preso: o que realmente funciona

A alimentação é um dos pilares mais importantes no tratamento da constipação intestinal.

Muitas pessoas procuram saber “dieta para quem tem intestino preso” ou “quais alimentos ajudam a soltar o intestino”.

A dieta adequada pode melhorar significativamente o funcionamento intestinal.

Além das orientações gerais, alguns alimentos e fibras específicas, como o kiwi e o psyllium, têm evidência científica para ajudar no tratamento.

O papel das fibras na constipação intestinal

As fibras alimentares são fundamentais para o bom funcionamento do intestino.

Elas atuam aumentando o volume das fezes e facilitando o trânsito intestinal.

Existem dois tipos principais de fibras:

1. Fibras solúveis

As fibras solúveis formam um gel no intestino.

Elas ajudam a amolecer as fezes e facilitam a evacuação.

Principais fontes:

  • aveia
  • chia
  • linhaça
  • frutas como maçã e pera
  • leguminosas

2. Fibras insolúveis

As fibras insolúveis aumentam o volume fecal e estimulam o intestino.

Principais fontes:

  • cereais integrais
  • verduras
  • legumes
  • cascas de frutas


A combinação dos dois tipos de fibras traz melhores resultados.

Quantidade ideal de fibras por dia

Segundo recomendações nutricionais, a ingestão adequada de fibras deve ser:

  • cerca de 25g por dia para mulheres
  • cerca de 30g a 38g por dia para homens

No entanto, a maioria das pessoas consome menos do que o recomendado.

Aumentar fibras da forma correta

Um erro comum é aumentar a fibra de forma rápida.

Isso pode causar:

  • gases
  • distensão abdominal
  • desconforto

Por isso, a recomendação é:

  • aumentar gradualmente
  • observar a tolerância individual

Hidratação: essencial para o efeito das fibras

A ingestão de água é tão importante quanto a fibra.

Sem água suficiente, a fibra pode piorar a constipação.

A recomendação é manter ingestão regular de líquidos ao longo do dia.

A ingestão deve ser em torno de 30 a 35 ml de água por kg de peso por dia.

Kiwi: uma fruta com efeito comprovado no intestino

O kiwi é uma das frutas mais estudadas em constipação intestinal.

Fotografia minimalista de um kiwi fresco cortado ao meio, destacando sua polpa verde e sementes. O alimento está posicionado sobre uma superfície clara com tons de azul suave ao fundo, representando uma opção natural e saudável para o auxílio no trânsito intestinal e alívio da constipação
Fruta Kiwi mais estudada em constipação intestinal.

Estudos mostram que o consumo regular pode melhorar:

  • frequência das evacuações
  • consistência das fezes
  • conforto intestinal

Isso ocorre porque o kiwi contém:

  • fibras solúveis e insolúveis
  • alta quantidade de água
  • compostos que estimulam a motilidade intestinal

Além disso, possui a enzima actinidina, que auxilia na digestão.

Como consumir

  • 1 a 2 kiwis por dia

É uma opção natural, segura e bem tolerada.

Psyllium: fibra com forte evidência científica

O psyllium é uma fibra solúvel amplamente estudada.

É considerado uma das opções mais eficazes no tratamento da constipação funcional.

Ele atua formando um gel no intestino, que:

  • aumenta o volume das fezes
  • melhora a consistência
  • facilita a evacuação

Benefícios

  • melhora da frequência evacuatória
  • fezes mais macias
  • menor esforço para evacuar

Como usar

  • iniciar com pequenas quantidades
  • aumentar gradualmente
  • sempre ingerir com água

Sem hidratação adequada, pode piorar a constipação.

Kiwi ou psyllium: qual escolher?

Depende de cada paciente.

De forma geral:

  • o kiwi é uma opção alimentar natural
  • o psyllium é uma fibra mais concentrada e potente

Em muitos casos, podem ser utilizados de forma complementar.

Alimentos que podem piorar a constipação

Alguns hábitos alimentares contribuem para o intestino preso:

  • dieta pobre em fibras
  • consumo elevado de ultraprocessados
  • baixa ingestão de frutas e vegetais

Hábitos que ajudam a melhorar a constipação intestinal

Além da alimentação e da hidratação, alguns hábitos do dia a dia são fundamentais para o bom funcionamento do intestino.

Muitas vezes, pequenas mudanças de rotina já são suficientes para melhorar o intestino preso.

Criar um horário regular para evacuar

O intestino funciona melhor quando existe uma rotina.

Tentar evacuar sempre no mesmo horário ajuda o corpo a criar um reflexo intestinal.

O melhor momento costuma ser após as refeições, principalmente após o café da manhã.

Isso acontece por causa do reflexo gastrocólico, que estimula o intestino após a alimentação.

Não ignorar a vontade de evacuar

Um dos erros mais comuns é segurar a evacuação.

Quando a pessoa ignora repetidamente a vontade de evacuar:

  • o intestino perde sensibilidade
  • as fezes ficam mais ressecadas
  • a evacuação se torna mais difícil

Com o tempo, isso pode agravar a constipação.

Posição correta no vaso sanitário

A posição durante a evacuação influencia diretamente o esvaziamento do intestino.

A posição ideal é com leve inclinação do tronco para frente e joelhos elevados.

Uma forma simples de fazer isso é usar um apoio para os pés.

Ilustração médica educativa em tons de azul e verde-água mostrando a postura correta para evacuar. Uma pessoa está sentada no vaso sanitário com o tronco inclinado para frente e os pés elevados em um apoio, alinhando os joelhos acima do quadril. Uma sobreposição estilizada do intestino grosso em transparência demonstra como essa posição facilita o trânsito intestinal e o alívio da constipação
Posição adequada para evacuar

Essa posição facilita o relaxamento da musculatura e melhora a evacuação.

Evitar esforço excessivo

Fazer muita força para evacuar não é o ideal.

O esforço excessivo pode:

  • piorar a evacuação
  • aumentar o risco de hemorroidas
  • causar desconforto

O ideal é que a evacuação ocorra de forma mais natural, sem esforço intenso.

Ter tempo adequado para evacuar

Evacuar com pressa pode atrapalhar o funcionamento intestinal.

O ideal é:

  • reservar alguns minutos com calma
  • evitar distrações excessivas
  • respeitar o tempo do corpo

Prática regular de atividade física

A atividade física estimula o funcionamento do intestino.

Movimentar o corpo ajuda a estimular o trânsito intestinal.

Exemplos:

  • caminhada
  • exercícios leves a moderados
  • rotina ativa no dia a dia

Evitar uso frequente de laxantes sem orientação

O uso frequente de laxantes sem acompanhamento pode mascarar o problema.

Em alguns casos, pode até piorar a função intestinal ao longo do tempo.

Tratamento medicamentoso da constipação

Quando as medidas como alimentação, hidratação e mudanças de hábito não são suficientes, pode ser necessário o uso de medicamentos.

Existem diferentes classes de medicamentos que atuam de formas distintas no intestino.

A escolha depende do tipo de constipação e das características de cada paciente.

Laxativos formadores de volume

São fibras que aumentam o volume das fezes.

Eles absorvem água no intestino e tornam as fezes mais macias e fáceis de eliminar.

São semelhantes à fibra alimentar.

Geralmente são bem tolerados e podem ser usados por períodos mais longos.

Devem ser sempre acompanhados de ingestão adequada de água.

Laxativos osmóticos

Atuam puxando água para dentro do intestino.

Isso ajuda a amolecer as fezes e facilita a evacuação.

São muito utilizados no tratamento da constipação.

Podem ser uma boa opção quando a dieta não é suficiente.

Laxativos estimulantes

Agem estimulando diretamente o movimento do intestino.

Eles aumentam a contração intestinal e ajudam a promover a evacuação.

Costumam ter efeito mais rápido.

Devem ser usados com orientação médica, principalmente em uso frequente.

Agentes secretagogos intestinais

São medicamentos que aumentam a secreção de líquidos no intestino.

Isso facilita a passagem das fezes e melhora o trânsito intestinal.

São indicados principalmente em casos de constipação crônica.

Atuam de forma mais específica no funcionamento intestinal.

Agonistas serotoninérgicos intestinais

Atuam estimulando receptores no intestino que regulam o movimento intestinal.

Isso melhora o trânsito intestinal e facilita a evacuação.

São utilizados em casos selecionados, geralmente quando outros tratamentos não foram suficientes.

Importante

O tratamento deve sempre ser individualizado.

Nem todos os pacientes precisam de medicação, e nem todas as classes são indicadas para todos os casos.

Por isso, a avaliação com gastroenterologista é fundamental para definir a melhor estratégia.

Constipação intestinal pode ser sinal de doença

Embora muitas vezes seja funcional, a constipação pode indicar doenças.

Sinais de alerta incluem:

  • perda de peso
  • sangue nas fezes
  • anemia
  • início após os 50 anos
  • histórico familiar de câncer

Nesses casos, é essencial avaliação médica.

Conclusão: como melhorar a constipação intestinal

A constipação intestinal é um problema comum, mas que não deve ser ignorado.

Na maioria dos casos, é possível melhorar com ajustes na alimentação, na hidratação e nos hábitos do dia a dia. No entanto, quando os sintomas persistem, é importante investigar a causa e individualizar o tratamento.

Cada pessoa tem um funcionamento intestinal diferente, e entender isso faz toda a diferença para um resultado eficaz e duradouro.

A avaliação com a Dra. Caroline Maroso permite identificar o tipo de constipação e definir a melhor estratégia para recuperar o equilíbrio do intestino e a qualidade de vida.

Agende sua consulta presencial ou online agora e retome o controle da sua saúde digestiva.

Perguntas frequentes (FAQ)

Constipação intestinal o que fazer?
Aumentar fibras, melhorar hidratação e criar rotina intestinal.

Quantos dias sem evacuar é considerado prisão de ventre?
Menos de três evacuações por semana ou dificuldade persistente.

Quais alimentos ajudam a soltar o intestino?
Frutas, vegetais, grãos integrais e sementes.

Quando procurar gastroenterologista por constipação?
Quando a constipação persiste ou há sinais de alerta.

Constipação intestinal pode ser sinal de doença?
Sim, principalmente quando associada a sintomas como perda de peso ou sangue nas fezes.