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Dra. Caroline Maroso – Gastroenterologista em Passo Fundo – RS

Sentir a barriga estufada, com sensação de pressão ou aumento visível do volume abdominal, é uma queixa extremamente comum nos consultórios de gastroenterologia.

Pode acontecer de vez em quando, depois de uma refeição mais pesada, ou se repetir quase todos os dias, atrapalhando a rotina e o bem-estar.

Neste artigo você vai entender o que causa a distensão abdominal e o estufamento, quais sinais merecem atenção, como é feito o diagnóstico e como funciona o acompanhamento com a Dra. Caroline Maroso, gastroenterologista em Passo Fundo (RS).

O que é distensão abdominal (estufamento)

Distensão abdominal, também chamada de estufamento ou inchaço abdominal, é a sensação de que a barriga está mais “cheia” ou aumentada de tamanho. Em alguns casos, existe também um aumento real do volume abdominal, que pode ser percebido ao longo do dia.

O estufamento pode estar relacionado ao acúmulo de gases, alterações no funcionamento do intestino, constipação, fermentação de determinados alimentos ou alterações na digestão.

Esse sintoma pode ser ocasional, ligado a uma refeição específica, ou recorrente, quando passa a fazer parte da rotina da pessoa.

É principalmente quando o estufamento é frequente, intenso ou acompanhado de outros sintomas que pode ser necessário investigar uma causa de base.

Distensão abdominal e inchaço abdominal são a mesma coisa?

Na prática, os termos costumam ser usados como sinônimos.

Tecnicamente, o inchaço ou estufamento abdominal se refere principalmente à sensação subjetiva de aumento ou pressão na barriga, enquanto a distensão abdominal pode ser utilizada para descrever um aumento real do volume abdominal.

Os dois fenômenos podem acontecer juntos e compartilham muitas das mesmas causas.

Principais causas da distensão abdominal e do estufamento

Existem muitas causas possíveis para a distensão abdominal, desde situações relacionadas à alimentação e aos hábitos do dia a dia até condições gastrointestinais que precisam de avaliação médica.

Conhecer os principais motivos ajuda a entender quando o estufamento pode ser algo passageiro e quando vale a pena buscar uma investigação mais detalhada.

Gases intestinais em excesso

Os gases intestinais estão entre as causas mais comuns de estufamento.

A produção de gases pode aumentar após o consumo de determinados alimentos fermentáveis, bebidas gaseificadas ou devido à fermentação de carboidratos que não são completamente absorvidos pelo intestino.

Além disso, engolir ar durante as refeições, comer muito rapidamente, mascar chicletes ou falar enquanto come também pode aumentar a quantidade de ar que chega ao trato digestivo.

O excesso de gases pode provocar sensação de barriga cheia, pressão abdominal, eructações e aumento da eliminação de flatos.

Alimentação e hábitos alimentares

A forma como a pessoa se alimenta também pode contribuir para o estufamento.

Refeições muito volumosas, comer rapidamente, mastigar pouco os alimentos, consumir grandes quantidades de alimentos fermentáveis e ingerir bebidas gaseificadas podem favorecer a sensação de barriga cheia e distendida.

Algumas pessoas também percebem piora quando fazem refeições muito gordurosas ou quando permanecem longos períodos sem comer e depois realizam uma refeição muito grande.

Por isso, observar a relação entre alimentação, horário das refeições e surgimento dos sintomas pode ajudar na investigação.

Intolerâncias alimentares

Algumas pessoas apresentam dificuldade para digerir ou absorver determinados componentes dos alimentos, o que pode provocar fermentação intestinal e produção de gases.

A intolerância à lactose, por exemplo, pode causar estufamento, gases, cólicas e diarreia após o consumo de leite e derivados em pessoas que apresentam má digestão da lactose.

Outros carboidratos fermentáveis também podem provocar sintomas semelhantes. Esses componentes fazem parte dos chamados FODMAPs, um grupo de carboidratos que pode ser mal absorvido em algumas pessoas e aumentar a fermentação intestinal.

É importante lembrar que nem todo desconforto após determinado alimento significa necessariamente uma intolerância alimentar. A avaliação deve considerar a frequência, a quantidade consumida e os demais sintomas.

Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma das causas mais frequentes de distensão abdominal recorrente.

Ela está relacionada a alterações na interação entre o intestino e o sistema nervoso, podendo aumentar a sensibilidade intestinal e modificar o funcionamento do trato gastrointestinal.

Além do estufamento, a pessoa pode apresentar dor abdominal, constipação, diarreia ou alternância entre os dois padrões.

Os sintomas podem variar bastante ao longo do tempo e, em algumas pessoas, piorar após determinadas refeições ou durante períodos de estresse.

Constipação intestinal

A constipação intestinal é outra causa muito comum de barriga estufada.

Quando as fezes permanecem por mais tempo no intestino, podem ocorrer aumento da fermentação e acúmulo de gases, além da própria sensação de distensão provocada pelo conteúdo intestinal.

É comum que a pessoa perceba a barriga mais estufada ao longo do dia e apresente melhora após evacuar.

A constipação pode estar associada a evacuações pouco frequentes, fezes endurecidas, esforço para evacuar ou sensação de evacuação incompleta.

SIBO: supercrescimento bacteriano no intestino delgado

O SIBO é caracterizado por um aumento ou alteração da quantidade e da composição dos microrganismos presentes no intestino delgado.

Esse desequilíbrio pode aumentar a fermentação de determinados nutrientes e levar à produção excessiva de gases.

Como consequência, podem surgir distensão abdominal, estufamento, gases, dor ou desconforto abdominal e alterações do hábito intestinal, incluindo diarreia ou constipação.

O SIBO pode estar associado a diferentes condições que alteram o funcionamento ou o trânsito intestinal. Por isso, quando existe suspeita, é importante não apenas investigar o supercrescimento bacteriano, mas também avaliar possíveis fatores predisponentes.

Doença celíaca

A doença celíaca também pode causar distensão abdominal, estufamento e excesso de gases.

Nessa condição, o consumo de glúten desencadeia uma resposta imunológica que provoca inflamação e lesão da mucosa do intestino delgado, podendo levar à má absorção de nutrientes.

Além do estufamento, podem ocorrer diarreia, dor abdominal, alteração do hábito intestinal, perda de peso e deficiência de vitaminas e minerais.

Em alguns adultos, entretanto, a doença celíaca pode se manifestar de forma menos característica, com sintomas digestivos inespecíficos, como distensão e desconforto abdominal.

Por isso, a doença celíaca pode fazer parte da investigação quando o estufamento é persistente ou aparece associado a outros sinais sugestivos.

Dispepsia funcional e sensação de empachamento

Nem todo estufamento está relacionado ao intestino. A dispepsia funcional é uma causa frequente de desconforto na parte superior do abdome e pode provocar sensação de empachamento, saciedade precoce, peso no estômago e desconforto após as refeições.

Nesses casos, a pessoa pode descrever a sensação de que a comida “fica parada” no estômago ou de que está muito cheia mesmo após consumir uma quantidade pequena de alimento.

Os sintomas podem piorar após refeições volumosas, muito gordurosas ou quando a alimentação é feita rapidamente.

Alterações do esvaziamento do estômago

Alterações na velocidade com que o estômago esvazia seu conteúdo também podem provocar sensação de estufamento e empachamento.

Quando o esvaziamento gástrico está mais lento, podem ocorrer saciedade precoce, sensação de alimento parado no estômago, náuseas, vômitos e distensão após as refeições.

A gastroparesia é uma das condições que podem causar esse tipo de alteração e deve ser considerada principalmente quando os sintomas são persistentes e acompanhados de náuseas ou vômitos.

Colelitíase (pedras na vesícula)

A colelitíase, conhecida como pedra na vesícula, pode estar associada a desconforto abdominal após as refeições, especialmente depois do consumo de alimentos mais gordurosos.

Quando provoca sintomas, é comum ocorrer dor na parte superior direita ou central do abdome, podendo vir acompanhada de náuseas, sensação de digestão difícil e, em algumas pessoas, estufamento.

No entanto, a presença de pedras na vesícula nem sempre explica sintomas de gases ou distensão abdominal. Por isso, é importante avaliar o conjunto de sintomas antes de atribuir o estufamento à vesícula.

Parasitose intestinal

Algumas parasitoses intestinais podem provocar distensão abdominal, excesso de gases, cólicas, náuseas e alterações do hábito intestinal, como diarreia ou, eventualmente, constipação.

A intensidade dos sintomas varia de acordo com o parasita e com a quantidade de organismos presentes.

Em adultos, a investigação de parasitoses costuma ser mais relevante quando existem fatores de risco, alterações intestinais persistentes ou outros sinais que levantem essa suspeita.

Distensão abdominal relacionada ao ciclo menstrual

Algumas mulheres percebem aumento do estufamento abdominal em determinados períodos do ciclo menstrual, principalmente nos dias que antecedem ou acompanham a menstruação.

As alterações hormonais desse período podem influenciar o funcionamento intestinal e favorecer retenção de líquidos, alterações na motilidade e aumento da sensação de distensão.

Quando o estufamento apresenta um padrão recorrente e previsível relacionado ao ciclo menstrual, essa informação também é importante durante a avaliação médica.

Sintomas que costumam acompanhar a distensão abdominal

A distensão abdominal raramente aparece sozinha. É comum que venha acompanhada de outros sinais, como:

  • Excesso de gases ou arrotos frequentes
  • Dor ou cólica abdominal leve a moderada
  • Sensação de estufamento que piora ao longo do dia
  • Alteração no ritmo intestinal (diarreia ou constipação)
  • Barulhos abdominais mais percebíveis
  • Desconforto que melhora após evacuar ou eliminar gases

Distensão abdominal depois de comer: por que acontece

É normal sentir um leve aumento do volume abdominal logo após as refeições, já que o estômago se expande para acomodar o alimento. 

O problema é quando esse estufamento é desproporcional ao que foi comido, demora muito para passar ou vem acompanhado de dor.

Refeições muito rápidas, ricas em gordura, ou compostas por alimentos que fermentam facilmente no intestino (como feijão, repolho, cebola e refrigerantes) costumam ser as principais responsáveis por esse tipo de desconforto pós-alimentar.

Quando a distensão abdominal é motivo de preocupação

Na maioria dos casos, a distensão abdominal está ligada a causas benignas e funcionais. Mas alguns sinais merecem avaliação médica o quanto antes:

  • Distensão abdominal que surge de forma súbita e intensa
  • Perda de peso sem explicação
  • Sangue nas fezes ou fezes muito escuras
  • Febre associada ao desconforto abdominal
  • Vômitos persistentes
  • Barriga distendida associada a dor forte e contínua
  • Histórico familiar de câncer colorretal ou de ovário, em mulheres acima de 50 anos

Como é feito o diagnóstico da causa da distensão abdominal

Como o estufamento e a distensão abdominal podem ter diferentes causas, a investigação é individualizada. Nem sempre são necessários muitos exames. Em alguns casos, a história clínica e o exame físico já fornecem informações suficientes para orientar a conduta.

Quando existe suspeita de uma condição específica, exames complementares podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico ou descartar outras causas.

Anamnese e exame físico

A avaliação começa com uma conversa detalhada sobre os sintomas. O médico procura entender quando o estufamento começou, se ocorre todos os dias ou apenas em determinadas situações, sua relação com as refeições e quais alimentos parecem piorá-lo.

Também são avaliados o hábito intestinal, presença de dor abdominal, diarreia ou constipação, náuseas, vômitos, perda de peso e outros sintomas associados.

Outro aspecto importante é entender se existe apenas uma sensação de estufamento ou se ocorre também um aumento visível do volume abdominal ao longo do dia.

O histórico de doenças, cirurgias, uso de medicamentos, alimentação e antecedentes familiares também podem fornecer pistas importantes. Depois, o médico realiza o exame físico, incluindo a avaliação do abdômen.

Exames de sangue e fezes

Os exames laboratoriais são solicitados de acordo com as características de cada caso e com as hipóteses levantadas durante a consulta.

Dependendo dos sintomas, exames de sangue podem ajudar a investigar anemia, sinais de inflamação, alterações da função da tireoide, deficiências nutricionais e outras condições.

Quando existe suspeita de doença celíaca, por exemplo, podem ser solicitados exames específicos para essa investigação.

Exames de fezes também podem ser indicados em situações selecionadas, especialmente quando existem alterações persistentes do hábito intestinal, diarreia ou suspeita de infecção ou parasitose.

Exames de imagem

Os exames de imagem não são necessários para todas as pessoas com estufamento. Sua indicação depende dos sintomas, do exame físico e da suspeita clínica.

O ultrassom abdominal pode ser útil na avaliação de estruturas como fígado, vesícula biliar e vias biliares, além de outras alterações abdominais.

Em situações específicas, a tomografia computadorizada pode ser indicada para uma avaliação mais detalhada do abdômen e para investigar alterações estruturais que não podem ser esclarecidas apenas pelo exame físico ou pelo ultrassom.

Endoscopia digestiva alta

A endoscopia digestiva alta pode ser indicada quando o estufamento está associado a sintomas da parte superior do aparelho digestivo, como empachamento, dor ou queimação no estômago, náuseas, vômitos, dificuldade para engolir ou sensação de saciedade precoce.

O exame permite avaliar o esôfago, estômago e duodeno e pode identificar alterações como gastrite, úlceras e outras doenças do trato digestivo superior. Durante o procedimento, também podem ser realizadas biópsias quando existe indicação, inclusive na investigação de algumas condições específicas.

Colonoscopia

A colonoscopia não é necessária para todo paciente que apresenta estufamento. Ela pode ser indicada quando existem alterações persistentes do hábito intestinal, sangramento nas fezes, anemia, perda de peso, dor abdominal com características que justifiquem investigação ou outros sinais de alerta.

O exame permite avaliar diretamente o intestino grosso e identificar alterações como pólipos, inflamações, divertículos e outras doenças do cólon.

A indicação também deve considerar a idade, os antecedentes familiares e o histórico clínico do paciente, inclusive quando a pessoa já está na faixa etária recomendada para rastreamento do câncer colorretal.

Testes específicos

Quando existe suspeita de determinadas condições, podem ser realizados exames direcionados.

O teste respiratório do hidrogênio expirado pode ser utilizado na investigação de má absorção de lactose e de alguns outros carboidratos. Também pode fazer parte da investigação do SIBO, de acordo com a avaliação clínica.

Outros exames podem ser indicados conforme a hipótese diagnóstica. Por isso, o objetivo não é realizar todos os testes disponíveis, mas escolher aqueles que realmente podem ajudar a esclarecer a causa dos sintomas.

Como funciona a avaliação com a Dra. Caroline Maroso

A distensão abdominal é um dos motivos mais frequentes de consulta no dia a dia da Dra. Caroline Maroso, gastroenterologista em Passo Fundo (RS). 

Como esse sintoma pode ter causas muito diferentes entre si, a investigação começa sempre por uma conversa detalhada sobre a rotina alimentar, o padrão dos sintomas e o histórico de saúde do paciente.

A partir dessa avaliação inicial, ela define quais exames realmente fazem sentido para cada caso, evitando investigações desnecessárias. O objetivo é chegar a um diagnóstico claro e propor um plano de tratamento que traga alívio real, e não apenas mascare o sintoma por um tempo.

Tratamento para distensão abdominal e estufamento

O tratamento da distensão abdominal depende diretamente da causa identificada. Não existe uma solução única que funcione para todos os casos, mas algumas estratégias costumam fazer parte do plano terapêutico.

Ajustes na alimentação

Identificar e reduzir o consumo de alimentos que mais causam gases e fermentação, comer devagar e mastigar bem, e fazer refeições menores e mais frequentes costumam ajudar bastante no controle do estufamento.

Tratamento da causa de base

Quando a distensão está ligada a uma condição específica, como síndrome do intestino irritável, SIBO, intolerância à lactose ou constipação, o tratamento é direcionado para essa causa, o que costuma trazer um alívio muito mais consistente do que apenas tratar o sintoma isoladamente.

Mudanças de hábito que ajudam no dia a dia

Praticar atividade física regularmente, manter uma boa ingestão de água e cuidar do sono e do estresse também ajudam a regular o funcionamento intestinal e reduzir episódios de estufamento.

Alimentos que mais causam estufamento

Alguns alimentos são conhecidos por aumentar a produção de gases e a fermentação intestinal, podendo intensificar o estufamento em pessoas mais sensíveis:

  • Feijão, lentilha, grão-de-bico e outras leguminosas
  • Repolho, brócolis, couve-flor e couve
  • Cebola e alho crus
  • Refrigerantes e bebidas gaseificadas
  • Leite e derivados, para quem tem intolerância à lactose
  • Alimentos industrializados ricos em adoçantes artificiais
  • Frituras e alimentos muito gordurosos

Como aliviar a distensão abdominal na hora do incômodo

Quando o estufamento aparece, algumas medidas simples podem ajudar a aliviar o desconforto:

  • Caminhar por alguns minutos para estimular o trânsito intestinal
  • Evitar deitar logo após comer
  • Fazer uma massagem leve e circular na região abdominal
  • Evitar apertar demais a roupa na região da barriga
  • Respirar de forma calma e pausada para relaxar a musculatura abdominal

Mitos e verdades sobre a distensão abdominal

A distensão abdominal é cercada de crenças populares. Vamos separar o que é mito do que é verdade.

“Água com gás incha a barriga”

Verdade, em parte. O gás carbônico da água gaseificada pode causar uma distensão temporária, mas costuma ser eliminado rapidamente por arrotos, sem grandes consequências para a maioria das pessoas.

“Comer rápido não tem relação com o estufamento”

Mito. Comer rápido faz com que engolimos mais ar junto com o alimento, o que aumenta a quantidade de gases no sistema digestivo e favorece o estufamento.

“Estufamento é sempre sinal de intestino preso”

Mito. A constipação é uma das causas possíveis, mas o estufamento também pode estar ligado a gases, intolerâncias alimentares, síndrome do intestino irritável e outras condições, mesmo quando o intestino funciona normalmente.

“Chá de erva-doce resolve qualquer estufamento”

Mito. O chá de erva-doce pode ajudar a aliviar um desconforto pontual, mas não trata a causa da distensão abdominal recorrente. 

Quando o estufamento é frequente, o ideal é investigar o motivo com um profissional.

Quando procurar um gastroenterologista

Vale a pena buscar uma avaliação sempre que a distensão abdominal for frequente, interferir na qualidade de vida ou vier acompanhada de outros sintomas, como dor abdominal recorrente, alteração no hábito intestinal ou perda de peso.

Uma gastroenterologista, como a Dra. Caroline Maroso, pode investigar a causa do estufamento, solicitar os exames necessários e orientar o tratamento mais adequado para reduzir os episódios e melhorar o dia a dia.

Cuidados no dia a dia para evitar o estufamento

Pequenas mudanças na rotina podem reduzir bastante a frequência e a intensidade da distensão abdominal:

  • Comer devagar e em ambientes tranquilos
  • Evitar conversar muito enquanto come, para reduzir a deglutição de ar
  • Manter uma rotina regular de sono
  • Praticar atividade física com frequência
  • Beber água ao longo do dia
  • Observar quais alimentos costumam piorar os sintomas e ajustar a dieta com orientação profissional

Quando marcar uma consulta e como a Dra. Caroline Maroso pode ajudar

A distensão abdominal e o estufamento frequentes não deveriam ser encarados apenas como um incômodo passageiro. 

Quando os sintomas se repetem, pioram com o tempo ou vêm acompanhados de dor, alteração no hábito intestinal ou perda de peso, isso é um sinal de que o intestino está pedindo atenção. 

Tentar resolver por conta própria, testando chás, dietas restritivas ou remédios por indicação de terceiros, pode até trazer alívio temporário, mas raramente resolve a causa real do problema.

A avaliação com um gastroenterologista permite identificar exatamente o que está provocando o estufamento, seja uma intolerância alimentar, a síndrome do intestino irritável, o SIBO, a constipação ou outra condição digestiva, e montar um plano de tratamento direcionado para essa causa. 

A Dra. Caroline Maroso atende pacientes com queixas de distensão abdominal em Passo Fundo (RS), com consultas presenciais e também por telemedicina para quem prefere praticidade. 

Se a barriga estufada faz parte da sua rotina há semanas ou meses, agende uma consulta e entenda o que realmente está acontecendo com a sua saúde digestiva.

Perguntas frequentes sobre distensão abdominal e estufamento

Distensão abdominal é a mesma coisa que ter gases?

Não exatamente. 

O excesso de gases é uma das causas mais comuns de distensão abdominal, mas a distensão também pode ser provocada por constipação, retenção de líquido, intolerâncias alimentares ou alterações no funcionamento do intestino, mesmo quando não há aumento real na quantidade de gases.

Quanto tempo a distensão abdominal pode durar até ser considerada preocupante?

Episódios isolados após uma refeição pesada costumam desaparecer em algumas horas e não indicam problema grave. 

Já quando o estufamento se repete quase todos os dias, dura a maior parte do dia ou persiste por mais de duas a três semanas, vale a pena buscar uma avaliação com um gastroenterologista para investigar a causa.

Distensão abdominal pode ser sinal de câncer?

Na grande maioria dos casos, a distensão abdominal está ligada a causas benignas, como gases, constipação ou síndrome do intestino irritável. 

Ainda assim, quando o estufamento é acompanhado de perda de peso sem explicação, sangue nas fezes, anemia ou histórico familiar de câncer colorretal ou de ovário, é importante procurar avaliação médica para descartar causas mais sérias.

Quais exames o gastroenterologista pode pedir para investigar o estufamento?

Depende da suspeita levantada na consulta. 

Os exames mais usados incluem exames de sangue e fezes, ultrassom abdominal, teste do hidrogênio expirado para intolerância à lactose e SIBO, e em alguns casos endoscopia ou colonoscopia, quando há sinais de alerta ou sintomas que persistem sem explicação aparente.

Remédios como simeticona resolvem a distensão abdominal?

A simeticona pode ajudar a aliviar o desconforto pontual causado pelo excesso de gases, mas não trata a causa da distensão quando ela está relacionada à constipação, intolerâncias alimentares ou síndrome do intestino irritável. 

Usar esse tipo de medicamento com frequência, sem investigar o motivo, tende a mascarar o sintoma em vez de resolvê-lo.

Estresse e ansiedade podem causar distensão abdominal?

Sim. Estresse e ansiedade podem influenciar o funcionamento do sistema digestivo e contribuir para o estufamento abdominal.

O intestino mantém uma comunicação constante com o cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro. Alterações emocionais podem modificar a motilidade intestinal e aumentar a sensibilidade às sensações que ocorrem no abdômen.

Por isso, em períodos de maior estresse ou ansiedade, algumas pessoas podem perceber mais gases, alterações do hábito intestinal, dor ou sensação de distensão.

Essa relação é especialmente frequente em pessoas com síndrome do intestino irritável, nas quais a sensibilidade intestinal pode estar aumentada.

Isso não significa que o estufamento seja “apenas emocional”. O estado emocional pode intensificar sintomas digestivos que já existem ou contribuir para o seu surgimento, e a avaliação deve considerar o conjunto de sintomas.

Cuidar do sono, da alimentação, da rotina, da atividade física e do manejo do estresse pode fazer parte do tratamento e contribuir para uma melhor saúde digestiva.

Distensão abdominal na gravidez é normal?

É comum que a gestante sinta mais estufamento devido às alterações hormonais e ao crescimento do útero, que reduz o espaço disponível para o intestino funcionar. 

Mesmo assim, se a distensão vier acompanhada de dor intensa, constipação importante ou outros sintomas incômodos, é recomendável conversar com o obstetra ou um gastroenterologista sobre formas seguras de aliviar o desconforto.

Como saber se a distensão abdominal é sinal de intestino irritável?

A síndrome do intestino irritável costuma causar distensão associada à dor ou cólica abdominal, além de alterações no ritmo intestinal, com episódios de diarreia, constipação ou os dois alternados. 

Esses sintomas tendem a se repetir por semanas ou meses e frequentemente pioram em períodos de maior estresse, o que ajuda o gastroenterologista a suspeitar dessa condição.

Beber muita água ajuda ou piora a distensão abdominal?

Beber água ao longo do dia ajuda o intestino a funcionar melhor e pode reduzir a constipação, uma das causas de estufamento. 

O problema costuma estar em beber grandes quantidades de uma só vez durante as refeições ou optar por bebidas gaseificadas, o que pode aumentar a sensação de barriga estufada no curto prazo.

Como faço para agendar uma consulta com a Dra. Caroline Maroso?

Você pode agendar sua consulta presencial em Passo Fundo (RS) ou por telemedicina através dos canais de contato da clínica. 

Durante o atendimento, a Dra. Caroline Maroso investiga o histórico do estufamento, avalia os sintomas associados e define, junto com você, os exames e o tratamento mais adequados para o seu caso.

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