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Dra. Caroline Maroso – Gastroenterologista em Passo Fundo – RS

Azia frequente, dor abdominal, estufamento, diarreia, prisão de ventre e alterações nos exames do fígado não devem ser simplesmente normalizados. 

Esses sintomas podem decorrer de hábitos cotidianos, mas também podem indicar doenças do esôfago, estômago, intestino, fígado, vesícula biliar ou pâncreas. 

gastroenterologista em Passo Fundo

Quando persistem, se repetem ou afetam a qualidade de vida, precisam de avaliação médica.

O gastroenterologista é o médico que investiga, previne e trata doenças do aparelho digestivo. 

Em Passo Fundo, a consulta com gastroenterologista também pode ser indicada para pessoas que precisam acompanhar uma condição crônica, esclarecer alterações em exames ou avaliar a necessidade de procedimentos como endoscopia digestiva alta e colonoscopia.

Neste guia, você entenderá o que o gastroenterologista trata, quais sintomas exigem atenção, como as principais doenças digestivas se manifestam e quais exames podem fazer parte da investigação. 

As informações são educativas e não substituem uma consulta individualizada.

O que faz um gastroenterologista?

O gastroenterologista avalia sintomas e doenças relacionados ao funcionamento do sistema digestivo. 

Sua atuação inclui prevenção, diagnóstico, tratamento clínico e acompanhamento de condições agudas ou crônicas.

O processo digestivo envolve diferentes órgãos e mecanismos. Por isso, sintomas parecidos podem ter causas muito distintas. Dor na parte superior do abdome, por exemplo, pode estar relacionada ao estômago, à vesícula, ao pâncreas ou até a estruturas que não pertencem ao aparelho digestivo. 

A consulta serve para organizar essas possibilidades com base no histórico, no exame físico e, quando necessário, em exames complementares.

Quais órgãos são avaliados pelo gastroenterologista?

O gastroenterologista pode investigar doenças do:

·       esôfago;

·       estômago e duodeno;

·       intestino delgado;

·       intestino grosso, também chamado de cólon;

·       reto e região anal, conforme o caso;

·       fígado;

·       vesícula e vias biliares;

·       pâncreas.

O médico também avalia a interação entre alimentação, microbiota intestinal, motilidade digestiva, metabolismo e eixo cérebro-intestino. 

Dependendo do diagnóstico, o acompanhamento pode envolver nutricionista, cirurgião do aparelho digestivo, coloproctologista, oncologista ou outro especialista.

Quando procurar um gastroenterologista em Passo Fundo?

A avaliação é indicada quando um sintoma digestivo persiste, volta com frequência, piora progressivamente ou interfere na alimentação, no sono, no trabalho e na rotina. 

azia

Também é importante para prevenção, rastreamento e acompanhamento de doenças já diagnosticadas.

Entre as queixas mais comuns estão:

·       azia, queimação ou regurgitação;

·       gosto ácido ou amargo na boca;

·       dor, cólica ou desconforto abdominal;

·       sensação de estômago cheio após comer pouco;

·       digestão lenta, náusea ou vômitos;

·       dificuldade ou dor ao engolir;

·       distensão abdominal e excesso de gases;

·       diarreia persistente ou recorrente;

·       constipação intestinal;

·       alternância entre diarreia e prisão de ventre;

·       sangue, muco ou mudança na aparência das fezes;

·       coceira, dor ou desconforto anal;

·       perda de peso sem explicação;

·       anemia ou deficiência de nutrientes sem causa esclarecida;

·       pele e olhos amarelados;

·       alterações em exames do fígado ou do pâncreas.

Quais sintomas digestivos exigem atendimento rápido?

Alguns sinais podem estar associados a sangramento, obstrução, inflamação intensa ou outras situações potencialmente graves. 

Procure um serviço de urgência diante de dor abdominal súbita e intensa, vômito com sangue, fezes negras, sangramento intestinal volumoso, desmaio, confusão, abdome muito rígido, dificuldade importante para respirar ou incapacidade de ingerir líquidos.

Também merecem avaliação médica sem demora:

·       vômitos persistentes;

·       febre acompanhada de dor abdominal;

·       icterícia, caracterizada por pele ou olhos amarelados;

·       dificuldade progressiva para engolir;

·       perda de peso involuntária;

·       anemia sem causa conhecida;

·       sangue recorrente nas fezes;

·       mudança recente e persistente do hábito intestinal;

·       histórico familiar relevante de câncer digestivo.

A idade isoladamente não define a gravidade. A combinação de sintomas, duração, intensidade, histórico pessoal e familiar orienta a prioridade da investigação.

Quais doenças o gastroenterologista trata?

O gastroenterologista acompanha um conjunto amplo de doenças. 

A lista abaixo reúne as condições mais frequentes e relevantes na prática clínica, com um resumo de sintomas, possíveis causas, diagnóstico e tratamento. 

Doenças raras, situações cirúrgicas e alguns problemas específicos podem exigir atuação conjunta com outros especialistas.

Doenças do esôfago tratadas pelo gastroenterologista

Doença do refluxo gastroesofágico

A doença do refluxo gastroesofágico ocorre quando o conteúdo do estômago retorna repetidamente ao esôfago e provoca sintomas ou complicações. 

Azia e regurgitação são as manifestações mais conhecidas, mas algumas pessoas apresentam tosse, pigarro, rouquidão, dor no peito ou sensação de algo parado na garganta.

O refluxo pode estar associado a alterações na barreira entre o esôfago e o estômago, hérnia de hiato, aumento da pressão abdominal e hábitos que favorecem os episódios. 

O diagnóstico costuma partir dos sintomas e do histórico. Endoscopia, pHmetria ou outros testes são reservados para situações específicas.

O tratamento pode incluir mudanças nos horários e no volume das refeições, redução de fatores individuais que pioram os sintomas, controle do peso quando necessário e terapia prescrita pelo médico. 

Casos selecionados podem exigir avaliação cirúrgica.

refluxo

Esofagite e esofagite eosinofílica

Esofagite é a inflamação do esôfago. Ela pode decorrer do refluxo, de infecções, de contato inadequado com substâncias ingeridas ou de uma resposta imunológica, como ocorre na esofagite eosinofílica.

Dor ou dificuldade para engolir, alimento impactado, azia e dor no peito podem aparecer. Na forma eosinofílica, alergias e predisposição imunológica podem participar do quadro. 

A avaliação frequentemente inclui endoscopia com biópsias. O tratamento depende da causa e pode envolver ajustes alimentares, medidas para controlar a inflamação e dilatação endoscópica quando há estreitamento.

Hérnia de hiato

A hérnia de hiato acontece quando uma parte do estômago se desloca pelo diafragma em direção ao tórax. 

Muitas pessoas não apresentam sintomas; em outras, a condição favorece refluxo, queimação, regurgitação ou desconforto após as refeições.

Ela pode ser identificada por endoscopia ou exames de imagem. 

O tratamento se concentra no controle dos sintomas e do refluxo. Hérnias grandes, complicadas ou com risco de encarceramento podem necessitar de avaliação cirúrgica.

Distúrbios da motilidade do esôfago e acalasia

Os distúrbios motores alteram a maneira como o esôfago conduz alimentos e líquidos até o estômago. 

Na acalasia, a musculatura não funciona adequadamente e a passagem para o estômago não relaxa como deveria.

Dificuldade para engolir sólidos e líquidos, regurgitação de alimento não digerido, perda de peso e dor torácica são sintomas possíveis. Endoscopia, exame contrastado e manometria esofágica ajudam no diagnóstico. 

O tratamento busca facilitar a passagem do alimento e pode incluir procedimentos endoscópicos ou cirurgia.

Esôfago de Barrett e câncer de esôfago

O esôfago de Barrett é uma alteração do revestimento esofágico associada principalmente ao refluxo crônico e aumenta o risco de câncer, embora a maioria dos pacientes não desenvolvem tumor. 

Em geral, não causa sintomas diferentes dos do refluxo.

O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia. O acompanhamento varia conforme o resultado histológico e os fatores de risco. 

Dificuldade progressiva para engolir, emagrecimento, dor ao engolir ou anemia são sinais que precisam de investigação para afastar estreitamentos e câncer de esôfago. 

O tratamento de lesões suspeitas pode envolver procedimentos endoscópicos, cirurgia, oncologia e acompanhamento multidisciplinar.

Doenças do estômago e do duodeno

Dispepsia ou má digestão

Dispepsia é o conjunto de sintomas localizados na parte superior do abdome, como dor, queimação, empachamento e saciedade precoce. Ela pode ter uma causa estrutural, como úlcera, ou ser funcional, quando os exames não mostram lesão que explique completamente os sintomas.

Alimentação, sensibilidade digestiva, motilidade do estômago e interação cérebro-intestino podem influenciar o quadro. 

O médico avalia sinais de alerta, idade, histórico e necessidade de pesquisar infecção por bactéria ou realizar endoscopia. 

O tratamento é individualizado e pode combinar ajustes de hábitos, alimentação e terapia clínica.

Gastrite

Gastrite é a inflamação da mucosa do estômago e seu diagnóstico não deve ser baseado apenas em sintomas. 

Ela pode estar associada à infecção por Helicobacter pylori, resposta autoimune, contato prolongado com agentes irritantes e outras condições.

Algumas pessoas não sentem nada; outras têm dor, queimação, náusea, empachamento ou redução do apetite. 

A endoscopia com biópsias pode ser necessária para confirmar o tipo e a extensão da inflamação. 

O tratamento depende da causa: pode incluir erradicação da bactéria quando presente, retirada segura do fator agressor sob orientação médica e proteção da mucosa.

Gastrite e úlcera não são a mesma doença, e gastrite não evolui obrigatoriamente para úlcera.

Infecção por Helicobacter pylori

O H. pylori é uma bactéria capaz de colonizar o estômago. 

Muitas pessoas infectadas não têm sintomas, mas ela pode causar gastrite, úlcera e aumentar o risco de determinadas alterações gástricas ao longo do tempo.

A investigação pode ser feita por teste respiratório, pesquisa nas fezes ou endoscopia com biópsia, conforme o contexto. 

Quando confirmada é indicada a erradicação, o médico prescreve uma combinação terapêutica e depois pode solicitar teste de controle. 

A escolha do esquema é individual e não deve ser feita por conta própria.

Úlcera péptica

Úlcera péptica é uma ferida na parede do estômago ou do duodeno. As causas mais frequentes são a infecção por H. pylori e o uso de substâncias que podem lesar a proteção do trato digestivo.

Pode causar dor ou queimação abdominal, náusea, sensação de plenitude e, quando complica, sangramento ou perfuração. 

Fezes negras, vômito com sangue e dor súbita intensa exigem atendimento urgente. 

O tratamento busca cicatrizar a lesão e controlar a causa, com acompanhamento para confirmar a resolução quando indicado.

Gastroparesia

Gastroparesia é o atraso no esvaziamento do estômago sem uma obstrução mecânica. Pode estar associada a alterações metabólicas, cirurgias prévias, doenças neurológicas ou não ter causa identificável.

Saciedade precoce, náuseas, vômitos, distensão e dificuldade para manter uma alimentação adequada são sintomas possíveis. 

A investigação exclui obstruções e pode medir o esvaziamento gástrico. O tratamento envolve adaptação nutricional, controle da condição associada e terapias específicas conforme a gravidade.

Pólipos e câncer de estômago

Pólipos são elevações da mucosa gástrica com diferentes tipos e riscos. Muitos são encontrados por acaso na endoscopia. A conduta pode incluir biópsia, retirada endoscópica ou acompanhamento.

O câncer de estômago pode ser silencioso no início. Perda de peso, anemia, vômitos persistentes, saciedade precoce, dificuldade para engolir e sangramento exigem investigação. 

O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia, e o tratamento pode envolver endoscopia terapêutica, cirurgia e oncologia, conforme o estágio.

Câncer de estômago

Doenças intestinais tratadas pelo gastroenterologista

Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável é um distúrbio da interação cérebro-intestino. 

Ela provoca dor abdominal associada à evacuação ou à mudança na frequência e na forma das fezes, sem que uma lesão estrutural explique o conjunto dos sintomas.

Pode predominar diarreia, constipação ou alternância entre ambas. Distensão e gases também são comuns. 

O diagnóstico considera critérios clínicos e a ausência de sinais de alerta; exames são indicados de forma direcionada, não apenas para “provar que não há nada”. 

O tratamento pode incluir organização da alimentação, atividade física, sono, manejo do estresse e terapias direcionadas ao padrão intestinal e à dor.

Constipação intestinal

Constipação não significa apenas evacuar poucas vezes. 

Fezes endurecidas, esforço excessivo, sensação de evacuação incompleta e necessidade de manobras também fazem parte do quadro.

Baixa ingestão de fibras ou líquidos, sedentarismo, mudanças de rotina, alterações hormonais, doenças neurológicas e distúrbios do assoalho pélvico podem contribuir. 

O tratamento começa pela identificação da causa e pode envolver mudanças de hábitos, treino intestinal, orientação nutricional e terapias específicas. 

Sangramento, anemia, emagrecimento ou início recente da constipação merecem investigação.

 

Diarreia aguda e diarreia crônica

Diarreia é o aumento da frequência ou a redução da consistência das fezes. 

A forma aguda costuma estar relacionada a infecções ou alimentos contaminados; a crônica pode decorrer de intolerâncias, doença celíaca, inflamação intestinal, alterações pancreáticas, distúrbios funcionais e diversas outras causas.

Sangue nas fezes, febre alta, sinais de desidratação, dor intensa ou duração prolongada exigem avaliação. 

O diagnóstico pode incluir exames de sangue, fezes, colonoscopia e testes específicos. O tratamento depende da origem e prioriza hidratação e correção da causa, sem automedicação.

 

Distensão abdominal, gases e aerofagia

Estufamento e gases podem resultar da fermentação de alimentos, constipação, intolerâncias, alteração da sensibilidade intestinal ou ingestão excessiva de ar. 

Nem sempre significam que existe “excesso de gases”; em alguns casos, o intestino percebe ou distribui o conteúdo de modo diferente.

O diário de sintomas e alimentação pode ajudar, mas dietas muito restritivas sem orientação aumentam o risco de carências e pioram a relação com a comida. 

O tratamento deve ser guiado pela causa e pode incluir ajustes alimentares, correção da constipação e cuidado com hábitos que aumentam a ingestão de ar.

 

Intolerância à lactose

A intolerância à lactose ocorre quando há redução da capacidade de digerir o açúcar naturalmente presente no leite. 

Gases, cólica, distensão e diarreia aparecem após uma quantidade que varia de pessoa para pessoa.

O diagnóstico considera a relação entre consumo e sintomas e pode ser realizados alguns exames.

Tratamento não significa necessariamente excluir todos os derivados: a tolerância individual, a quantidade ingerida e a adequação nutricional devem ser consideradas. Alergia alimentar é diferente de intolerância e envolve mecanismos imunológicos, podendo exigir avaliação específica.

Doença celíaca

A doença celíaca é uma condição crônica imunomediada desencadeada pelo glúten em pessoas geneticamente predispostas. Ela lesa o intestino delgado e pode prejudicar a absorção de nutrientes.

Diarreia, distensão, constipação, anemia, perda de peso, aftas, alterações ósseas e manifestações fora do intestino podem ocorrer. Algumas pessoas têm poucos sintomas digestivos. 

A investigação é realizada com exames de sangue e endoscopia digestiva alta com biópsia duodenal. É importante não retirar o glúten antes da avaliação, pois isso pode alterar os resultados. 

Confirmado o diagnóstico, o tratamento é a exclusão rigorosa e permanente do glúten, com acompanhamento nutricional e clínico.

Diverticulose e diverticulite

Divertículos são pequenas bolsas que se formam na parede do cólon. A presença dessas bolsas é chamada de diverticulose e muitas vezes não causa sintomas. Diverticulite é a inflamação de um ou mais divertículos.

Na diverticulite, pode haver dor, especialmente no lado inferior esquerdo do abdome, febre e mudança do hábito intestinal. 

O diagnóstico depende do quadro e pode incluir tomografia. O tratamento varia conforme a gravidade, a presença de complicações e as condições do paciente. Dor intensa, febre persistente e piora clínica exigem avaliação rápida.

Colite microscópica

A colite microscópica provoca diarreia aquosa crônica, geralmente sem sangue. A colonoscopia pode parecer normal, e o diagnóstico depende de biópsias do cólon examinadas ao microscópio.

Fatores imunológicos, tabagismo e determinadas exposições podem estar associados. O tratamento inclui avaliação de possíveis gatilhos e controle da inflamação e da diarreia, sempre de forma individualizada.

Infecções intestinais, gastroenterites e parasitoses

Vírus, bactérias e parasitas podem causar diarreia, cólicas, náuseas, vômitos e febre. A contaminação pode ocorrer por água, alimentos ou contato com pessoas infectadas.

Muitos quadros melhoram com hidratação e cuidados de suporte, mas duração prolongada, sangue nas fezes, desidratação, imunossupressão ou sintomas intensos justificam investigação. 

Exames de fezes são indicados conforme o contexto. O tratamento depende do agente e não deve ser iniciado empiricamente por conta própria.

 

Síndromes de má absorção e supercrescimento bacteriano

Má absorção ocorre quando o intestino não absorve adequadamente nutrientes. Pode decorrer de doença celíaca, alterações pancreáticas, cirurgias, inflamações e outras condições. 

Diarreia, fezes volumosas ou gordurosas, perda de peso, anemia e deficiências nutricionais são manifestações possíveis.

O supercrescimento bacteriano do intestino delgado pode causar distensão, gases, dor e diarreia, mas esses sintomas são inespecíficos. 

A investigação deve evitar diagnósticos baseados apenas em suposições. Testes respiratórios e outros exames podem ser considerados. 

O tratamento depende da causa predisponente e da confirmação clínica.

Pólipos intestinais e câncer colorretal

Pólipos são crescimentos na parede do intestino. 

Alguns tipos podem se transformar em câncer ao longo dos anos; por isso, identificá-los e removê-los é uma importante estratégia de prevenção.

O câncer colorretal pode não causar sintomas no início. Sangue nas fezes, anemia, mudança persistente do hábito intestinal, dor abdominal, perda de peso ou sensação de evacuação incompleta precisam de avaliação. 

A colonoscopia permite examinar o cólon, realizar biópsias e remover muitos pólipos no mesmo procedimento.

Para pessoas de risco habitual, diversas diretrizes adotam o início do rastreamento aos 45 anos. 

Quem tem familiar com câncer colorretal, síndrome hereditária, doença inflamatória intestinal ou pólipos prévios pode precisar começar antes ou repetir exames em intervalos menores.

Doenças anorretais e incontinência fecal

Hemorroidas, fissuras, inflamações e alterações do controle evacuatório podem provocar sangramento, dor, coceira, escape de fezes ou urgência. 

Nem todo sangramento é causado por hemorroidas; por isso, atribuir o sintoma sem exame pode atrasar diagnósticos importantes.

O gastroenterologista pode realizar a avaliação inicial e encaminhar ao coloproctologista quando necessário. 

O tratamento varia entre correção de hábitos intestinais, reabilitação do assoalho pélvico, medidas clínicas e procedimentos.

Doenças do fígado acompanhadas pelo gastroenterologista

 Doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica

Conhecida popularmente como gordura no fígado, essa doença ocorre quando há acúmulo de gordura hepática associado a fatores metabólicos. 

Excesso de peso, aumento da circunferência abdominal, diabetes, alterações dos lipídios e pressão alta elevam o risco.

Geralmente é silenciosa. Exames de sangue podem estar normais mesmo quando há doença, e a ultrassonografia identifica gordura, mas não determina sozinha o grau de inflamação ou fibrose. 

A avaliação combina histórico, exames laboratoriais, imagem e métodos não invasivos para estimar a cicatrização.

O tratamento prioriza mudanças sustentáveis no estilo de vida, alimentação adequada, atividade física, redução de peso quando indicada e controle das condições metabólicas. 

Uma parcela dos pacientes desenvolve inflamação, fibrose, cirrose e maior risco cardiovascular, o que torna o acompanhamento importante.

Doença hepática relacionada ao álcool

O consumo de álcool pode causar acúmulo de gordura, inflamação e cirrose. 

O risco depende da quantidade, da frequência, do tempo de exposição e de fatores individuais. Não é possível definir uma quantidade universalmente segura para quem já tem doença hepática.

Fases iniciais podem ser silenciosas. Cansaço, perda de apetite, dor do lado direito, icterícia, inchaço e confusão podem surgir em doença avançada. 

O tratamento inclui a interrupção do álcool com apoio adequado, suporte nutricional, avaliação de complicações e acompanhamento especializado.

Hepatites virais

Hepatites virais são infecções causadas por vírus que inflamam o fígado. As formas A e E costumam ter transmissão fecal-oral e curso agudo; B, C e D possuem outras vias de transmissão e podem tornar-se crônicas em determinados contextos.

Muitas infecções não provocam sintomas. Quando presentes, podem ocorrer cansaço, náusea, urina escura, fezes claras, dor abdominal e icterícia. 

Exames de sangue identificam o tipo e orientam a conduta. Prevenção, vacinação quando disponível, tratamento específico conforme o vírus e acompanhamento reduzem complicações. 

Hepatite causada por álcool, gordura ou autoimunidade não é hepatite viral.

Hepatite autoimune e doenças das vias biliares

Na hepatite autoimune, o sistema imunológico agride o fígado. Outras doenças imunomediadas podem afetar os pequenos ductos biliares dentro do fígado ou as vias biliares maiores.

Os sintomas variam de ausência completa de queixas a fadiga, coceira, icterícia e desconforto abdominal. 

Exames laboratoriais, imagem e, em alguns casos, biópsia são usados no diagnóstico. 

O tratamento busca controlar a atividade imunológica, preservar o fígado e acompanhar complicações.

Lesão hepática associada a substâncias e suplementos

O fígado pode ser lesionado por substâncias de uso terapêutico, produtos naturais, suplementos e compostos utilizados sem orientação. “Natural” não significa isento de risco.

Náusea, fadiga, coceira, urina escura e icterícia podem ocorrer, mas alterações também podem ser identificadas apenas em exames. 

A avaliação detalha tudo o que a pessoa utiliza e descarta outras causas. Não se deve interromper um tratamento prescrito sem falar com o médico; diante de suspeita de lesão, a decisão precisa ser rápida e orientada.

Cirrose e hipertensão portal

A cirrose é a cicatrização avançada e difusa do fígado, resultado de agressões crônicas. Doenças metabólicas, álcool, hepatites virais e condições autoimunes estão entre as causas.

Ela pode permanecer compensada por anos. Em fases avançadas, pode causar ascite, sangramento digestivo por varizes, confusão mental, infecções, perda muscular e icterícia. 

O acompanhamento trata a causa, rastreia complicações e avalia periodicamente o risco de câncer de fígado. Alguns pacientes precisam de avaliação para transplante.

Nódulos, cistos e câncer de fígado

Alterações focais no fígado são frequentemente encontradas em ultrassonografias ou tomografias. 

Muitas são benignas, mas a interpretação depende das características da imagem e da presença de doença hepática crônica.

Exames contrastados e acompanhamento podem ser necessários. Pessoas com cirrose ou determinados fatores de risco exigem rastreamento regular para câncer de fígado. 

Doenças da vesícula, das vias biliares e do pâncreas

 Cálculos na vesícula e colecistite (também chamado popularmente de pedra na vesícula)

Cálculos biliares são formações sólidas dentro da vesícula. Muitos não causam sintomas e são descobertos por acaso. 

Quando obstruem a saída da bile, podem provocar dor forte na parte superior direita ou central do abdome, frequentemente após refeições, com náuseas e vômitos.

Colecistite é a inflamação da vesícula e costuma causar dor persistente, sensibilidade local e febre. A ultrassonografia é um exame comum na investigação. 

Cálculos assintomáticos nem sempre precisam de tratamento, enquanto quadros sintomáticos ou complicados podem exigir cirurgia.

pedra na vesícula

Cálculo na via biliar e colangite

Quando um cálculo migra para o canal que transporta a bile, pode causar icterícia, dor, inflamação do pâncreas ou infecção das vias biliares. Febre, dor abdominal e icterícia juntas representam um sinal de alerta.

Exames laboratoriais e de imagem ajudam no diagnóstico. Algumas situações requerem um procedimento endoscópico para desobstruir a via biliar, além de tratamento hospitalar e posterior avaliação da vesícula.

Pancreatite aguda e crônica

Pancreatite é a inflamação do pâncreas. Na forma aguda, cálculos biliares e álcool estão entre as causas frequentes, mas existem outras possibilidades. 

Dor intensa na parte superior do abdome, com irradiação para as costas, náuseas e vômitos exige avaliação imediata.

A pancreatite crônica resulta de agressão persistente e pode causar dor recorrente, perda de peso, fezes gordurosas e diabetes. O diagnóstico utiliza exames laboratoriais e de imagem. 

O tratamento da forma aguda costuma ser hospitalar; na crônica, busca-se controlar a causa, a dor, a nutrição e a insuficiência pancreática.

Insuficiência pancreática exócrina

Nessa condição, o pâncreas não libera enzimas digestivas em quantidade suficiente. Pancreatite crônica, algumas cirurgias e outras doenças podem causá-la.

Fezes oleosas, perda de peso, distensão e deficiência de vitaminas são possíveis manifestações. A investigação inclui exames de fezes, sangue e imagem. 

O tratamento combina correção da causa, suporte nutricional e reposição funcional prescrita conforme a necessidade.

Cistos e câncer de pâncreas

Cistos pancreáticos podem ser benignos ou apresentar potencial de transformação. Muitos são achados incidentais e precisam apenas de acompanhamento; outros exigem investigação detalhada ou cirurgia.

O câncer de pâncreas pode causar perda de peso, dor abdominal ou nas costas, icterícia e alteração recente do controle glicêmico, mas também pode ser silencioso inicialmente. 

Exames de imagem e procedimentos especializados orientam o diagnóstico. A condução é multidisciplinar.

Como é a primeira consulta com a gastroenterologista?

A primeira consulta busca compreender o sintoma dentro da história completa da pessoa. A médica pergunta quando a queixa começou, sua relação com alimentos e evacuações, intensidade, frequência, fatores de melhora ou piora e impacto na rotina.

Também são avaliados antecedentes, cirurgias, histórico familiar, hábitos, consumo de álcool e tabaco, alimentação, sono e todas as substâncias em uso. 

O exame físico é direcionado às hipóteses clínicas. Ao final, a paciente ou o paciente deve compreender quais possibilidades estão sendo investigadas, quais sinais exigem atenção e qual será o próximo passo.

Como se preparar para a consulta?

Não é necessário jejum para uma consulta comum, salvo orientação prévia. Para aproveitar melhor o encontro:

·       leve exames laboratoriais, laudos e imagens anteriores;

·       anote quando os sintomas começaram e com que frequência aparecem;

·       registre mudanças nas fezes, alimentação e peso;

·       faça uma lista de tudo o que utiliza, inclusive vitaminas e suplementos;

·       informe alergias, cirurgias e doenças anteriores;

·       reúna dados sobre câncer e doenças digestivas na família;

·       leve suas principais dúvidas.

Fotos de alterações transitórias e um diário breve de sintomas podem ser úteis, mas não substituem a avaliação clínica.

Quais exames o gastroenterologista pode solicitar?

Nem toda queixa digestiva exige endoscopia ou colonoscopia. Os exames são escolhidos conforme sintomas, idade, histórico, sinais de alerta e hipóteses diagnósticas.

Endoscopia digestiva alta

A endoscopia avalia esôfago, estômago e duodeno. Pode identificar inflamações, úlceras, estreitamentos, sangramentos e lesões, além de permitir biópsias e alguns tratamentos durante o procedimento. 

A necessidade de sedação, preparo e suspensão de substâncias deve ser orientada pela equipe.

endoscopia

Colonoscopia

A colonoscopia examina o reto, o cólon e, em alguns casos, a parte final do intestino delgado. 

É utilizada na investigação de sangramento, anemia, diarreia crônica, alterações intestinais e doenças inflamatórias, além do rastreamento do câncer colorretal. 

Um preparo intestinal adequado é essencial para a segurança e a qualidade do exame.

Exames de sangue, fezes e testes respiratórios

Exames laboratoriais podem avaliar anemia, inflamação, função do fígado, pâncreas, deficiências nutricionais e sinais de infecção. 

As fezes podem ser analisadas para sangue oculto, inflamação, parasitas, bactérias e função pancreática. 

Testes respiratórios são úteis em situações selecionadas, como investigação de lactose e de determinadas alterações da fermentação intestinal.

Ultrassonografia, tomografia e ressonância

Ultrassonografia é frequentemente usada para fígado, vesícula e vias biliares. Tomografia e ressonância fornecem detalhes adicionais do abdome, intestino e pâncreas. 

Técnicas específicas podem estudar vias biliares, intestino delgado, gordura e fibrose do fígado.

pHmetria e manometria

A pHmetria mede a exposição do esôfago ao refluxo ao longo do tempo. A manometria avalia a força e a coordenação dos movimentos esofágicos. 

Esses exames são indicados quando sintomas e achados iniciais não esclarecem o quadro ou antes de determinadas intervenções.

Como o gastroenterologista atua na prevenção?

Prevenção em gastroenterologia não se resume a realizar exames indiscriminadamente. 

Ela combina identificação de riscos, vacinação quando indicada, rastreamento adequado, controle de doenças metabólicas e orientação de hábitos sustentáveis.

As principais frentes incluem:

·       rastreamento do câncer colorretal conforme idade e risco;

·       acompanhamento de pólipos já removidos;

·       investigação de familiares quando existe suspeita de síndrome hereditária;

·       prevenção, testagem e acompanhamento das hepatites virais;

·       avaliação de fibrose em pessoas com doença hepática;

·       vigilância de câncer de fígado em grupos de risco;

·       redução do consumo de álcool e abandono do tabagismo;

·       alimentação variada, atividade física e manutenção de peso saudável;

·       uso responsável de substâncias, suplementos e produtos naturais.

Não existe um “check-up digestivo” igual para todos. Exames em excesso podem gerar achados incidentais e intervenções desnecessárias; exames de menos podem atrasar diagnósticos. A indicação deve ser personalizada.

Consulta presencial e telemedicina em gastroenterologia

A Dra. Caroline Maroso realiza consultas presenciais e por telemedicina em gastroenterologia. As duas modalidades podem ser utilizadas tanto na primeira consulta quanto nos retornos, de acordo com a preferência e a necessidade de cada paciente.

A consulta presencial permite a realização do exame físico, quando necessário, além da avaliação clínica completa no consultório.

A telemedicina oferece praticidade e permite realizar a avaliação médica, conversar sobre sintomas, histórico de saúde, exames e tratamentos, inclusive para pacientes que moram em outras cidades ou têm dificuldade de deslocamento.

A escolha da modalidade não impede a realização do acompanhamento.

Durante a consulta por telemedicina, caso a Dra. Caroline identifique que é necessária uma avaliação médica presencial, exame físico, atendimento de urgência ou outro cuidado que não possa ser realizado com segurança de forma on-line, ela orientará o paciente e realizará os encaminhamentos necessários para que receba o atendimento adequado.

O mais importante é que a modalidade escolhida seja segura e adequada à situação clínica de cada paciente.

gastro em passo fundo

Gastroenterologista em Passo Fundo: atendimento para adultos com a Dra. Caroline Maroso

A Dra. Caroline Maroso é médica gastroenterologista em Passo Fundo (RS). 

Possui 15 anos de formação médica e atua há mais de 10 anos em Gastroenterologia.

Sua trajetória inclui formação em Clínica Médica e Gastroenterologia, capacitação para endoscopia digestiva alta e colonoscopia, atuou no acompanhamento de hepatites virais e experiência como preceptora de Clínica Médica no Hospital São Vicente de Paulo.

O atendimento é baseado em escuta atenta, investigação individualizada e explicações claras. 

O objetivo não é olhar apenas para um exame isolado, mas compreender os sintomas, o histórico, os fatores de risco e a rotina para construir uma estratégia possível e segura.

São realizadas consultas presenciais em Passo Fundo e por telemedicina, tanto para primeiras avaliações quanto para retornos. A escolha da modalidade fica a critério do paciente.

Durante a consulta por  telemedicina, caso seja identificada a necessidade de avaliação presencial ou outro atendimento, a Dra. Caroline orientará e realizará os encaminhamentos necessários. 

Perguntas frequentes sobre gastroenterologista em Passo Fundo

O que o gastroenterologista trata?

O gastroenterologista previne, investiga e trata doenças do esôfago, estômago, intestinos, fígado, vesícula, vias biliares e pâncreas. 

Também avalia sintomas como azia, dor abdominal, diarreia, constipação, gases, sangramento intestinal e alterações hepáticas.

Preciso de encaminhamento para consultar uma gastroenterologista?

Em atendimento particular, normalmente é possível agendar diretamente. 

Planos de saúde podem ter regras próprias, por isso é importante confirmar com a operadora e com o consultório.

Gastroenterologista atende gordura no fígado?

Sim. O gastroenterologista pode investigar a causa, estimar o risco de fibrose, avaliar condições metabólicas associadas e orientar acompanhamento. 

Quem tem refluxo sempre precisa fazer endoscopia?

Não. Muitos casos são avaliados inicialmente pelo histórico clínico. 

Endoscopia é indicada conforme idade, sinais de alerta, resposta ao tratamento, fatores de risco e dúvidas diagnósticas.

Endoscopia dói?

O exame costuma ser realizado com medidas de conforto e, frequentemente, sedação. 

A experiência varia conforme o tipo de procedimento e as condições clínicas. A equipe explica preparo, sedação, riscos e recuperação antes do exame.

Quando fazer colonoscopia?

A colonoscopia pode ser indicada para investigar sintomas e para prevenir câncer colorretal. 

Em pessoas de risco habitual, o rastreamento frequentemente começa aos 45 anos, mas histórico familiar, doenças intestinais e achados prévios podem antecipar ou alterar o intervalo.

Sangue nas fezes é sempre hemorroida?

Não. Hemorroidas são uma causa possível, mas fissuras, inflamações, pólipos e tumores também podem sangrar. 

A origem deve ser avaliada, especialmente quando o sangramento se repete ou vem acompanhado de anemia, perda de peso ou mudança intestinal.

Estresse pode causar sintomas no estômago e no intestino?

O estresse pode desencadear ou intensificar sintomas por meio do eixo cérebro-intestino, mas não deve ser usado para explicar automaticamente uma queixa persistente. 

Primeiro, é necessário avaliar o conjunto clínico e os sinais de alerta.

Intolerância alimentar e alergia alimentar são iguais?

Não. A intolerância geralmente envolve dificuldade de digestão ou absorção e causa principalmente sintomas gastrointestinais. 

A alergia envolve o sistema imunológico e pode causar manifestações cutâneas, respiratórias e sistêmicas, além de sintomas digestivos.

Posso retirar o glúten antes de investigar doença celíaca?

Não é recomendado retirar o glúten antes da avaliação médica, porque a exclusão pode normalizar exames e dificultar o diagnóstico. 

A mudança deve ser feita depois da investigação e, quando a doença é confirmada, com orientação profissional.

Crianças consultam com gastroenterologista de adultos?

Problemas digestivos infantis são preferencialmente avaliados por gastroenterologista pediátrico. 

Adolescentes podem ser atendidos conforme a idade aceita pelo consultório e as características do caso.

Como agendar uma consulta com gastroenterologista em Passo Fundo?

Entre em contato com a equipe da Dra. Caroline Maroso para consultar horários, endereço, modalidades de atendimento e orientações. 

Se houver dor intensa, sangramento importante, desmaio, confusão ou outro sinal de urgência, procure imediatamente um serviço de emergência.

Conclusão: sintomas digestivos persistentes merecem investigação

Conviver com azia, dor, estufamento ou alterações intestinais não deve se tornar parte obrigatória da rotina. 

Sintomas semelhantes podem ter causas diferentes, e tratamentos genéricos ou restrições alimentares sem orientação podem mascarar o problema ou atrasar o diagnóstico.

Uma avaliação gastroenterológica reúne sintomas, histórico, exame físico e testes realmente necessários. 

Se você procura gastroenterologista em Passo Fundo, a consulta com a Dra. Caroline Maroso pode ser o primeiro passo para compreender o que está acontecendo e definir um cuidado individualizado.

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